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Google e Microsoft investindo no mercado de imagens de satélite de alta resolução

Hoje recebi por e-mail o newsletter do giscafe falando sobre novidades da indústria de SIG na web. Como todos nós no planeta Terra sabemos, google e microsoft vêm, nos últimos anos, travando uma briga acirrada pelo mercado de distribuição de produtos geográficos na internet. Todo mundo ganhou com isso, pois o acesso à informação geográfica tornou-se algo comum pras pessoas que tem acesso à internet e à dispositivos móveis. A tal da cartografia ubíqua aparece cada vez mais integrada no dia a dia das pessoas. Se antes um celular que possuia funcionalidades de mapas e localização por sistema gps custava mais de 5 mil dólares, hoje podemos encontrar aparelhos por menos de 800 reais no Brasil.

Mas, voltando especificamente ao assunto do post, segundo o giscafe o lançamento do Geoeye-1 em setembro deste ano foi o marco da entrada da google no mercado de satélites de alta resolução, já que a empresa ajudou a financiar o projeto – até logo da google tinha no foguete que lançou o satélite – e possui exclusividade no uso destas imagens em aplicações de webmapping.  Lembrando que o satélite possui resolução espacial máxima de 41 cm e que o acordo prevê a distribuição das composições pancromáticas – ainda não sabe-se qual tratamento geométrico e radiométrico a ser aplicado – a serem usadas nos produtos da empresa – google earth, streets e maps. Tirei do gizmodo essa amostra da imagem do Geoeye -1 :

A google já possui desde 2003 um acordo com a Digital Globe (a empresa por trás do satélite Quickbird e, mais recentemente do Worldview I e II, satélites imageadores de alta resolução espacial – 70, 50 e 46 cm em imagens pancromáticas, respectivamente, estando o Worldview II ainda em fase de lançamento, previsto para a metade de 2009) para utilização dos produtos mais atualizados da mesma nos serviços para webmapping oferecidos pela google. Recentemente a Digital globe também anunciou que irá alimentar a plataforma Virtual Earth da Microsoft – concorrente do famosíssimo Google Earth – com imagens de satélite de alta resolução atualizadas e processadas. Aqui embaixo vai uma pequena amostra de uma imagem do Worldview I, da Digital Globe, da península Bolivar, no Texas, EUA. A resolução espacial é de 50 cm e é uma imagem pancromática:

Worldview I - Texas USA

Worldview I - Texas USA

O que é interessante nestes anúncios, coincidentemente quase que na mesma data, é que a Digital Globe está, pelo visto, se esforçando pra ser o principal provedor de imagens de alta resolução disponíveis na internet, e essa estratégia inclui não fazer contratos exclusivos com empresa alguma. Um dos diretores da empresa, Michael McCarthy, ressaltou esta estratégia quando disse que o mercado para o mapeamento online requer uma abordagem diferente do mercado tradicional dos SIG´s, e que o grande “canal” da empresa hoje é ter “seus produtos de imageamento mais ubíquos possíveis”.  O mesmo executivo ainda comenta que a demanda por aplicativos e dispositivos de uso pessoal e móvel que consigam acessar dados geográficos e, principalmente, os dados das imagens de alta resolução disponibilizados pela empresa: “Mais e mais fabricantes procuram criar e adaptar mecanismos que tornem melhor a experiência de navegação em dados geográficos” diz  McCarthy.

Os contratos da digital globe com a Microsoft e a Google também funcionam sob demanda. As empresas requisitam os dados de várias áreas de interesse, e estes são adquiridos, produzidos e processados e entregues já diretamente na base dados das suas plataformas. Tanto uma quanto a outra possuem necessidades específicas, segundo seus públicos-usuários. McCarthy diz que, a google, por exemplo, possui muito mais requisições de áreas urbanas do que rurais,ao contrário da microsoft, e que isso depende especificamente dos usuários.

Importante comentar a importância que existe no fato de nós, usuários destes dados, fazermos testes para mensurar se e como informações advindas destes satélites, disponibilizadas pelos serviços da google e da microsoft podem serutilizados. A avaliação da radiometria – as bandas espectrais utilizadas na composição colorida que você vê no seu pc; da geometria – que diz respeito à acurácia posicional e do sistema de coordenadas e projeção utilizados; e dos dados altimétricos – para conseguir visualizar dados 3D de que adianta um pixel tão detalhado se não tivermos dados de altimetria com precisão e acurácia equivalentes ?; Todos são aspectos importantes no trabalho com estas informações, e sua inobservância fatalmente vai ocasionar a produção de uma cartografia inadequada, pra não dizer equivocada.

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Hello world!

Olá!

Eu sou André Mendonça e este é o blog do Laboratório de pesquisa em Cartografia e SIG, da Universidade Federal do Paraná.

Aqui teremos notícias e discussões sobre cartografia e tudo que está relacionado a ela.  A idéia é abordarmos tudo o que acontece nas geotecnologias de forma leve e bem-humorada, e ao mesmo tempo contribuir para a popularização do conhecimento científico em Cartografia e SIG.

Pra começar que tal visitar o http://www.platial.com
e ver como anda fácil associar conteúdo geográfico ao seu website?  A tecnologia wiki (onde você é o autor), a base de dados disponipilizada pelas API´s do google (opa alguém conhece o google maps aí?) e o uso de widgets (pequenos códigos que você insere no seu site, que colocam pequenas aplicações nele) tornam qualquer site passível de ter um mapa personalizado.

Mas será que esses mapas servem pra alguma coisa, além da estética da coisa? digam aí, basta fazer o seu – ou mudar alguma coisa no nosso aí do lado!

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