Archive for webmaps

Trabalhando com mapas “pouco usuais” com SLD – parte 1

Olá a todos!

No post de hoje, pretendemos detalhar um pouco a capacidade do formato SLD (styled layer descriptor) para a criação de mapas de símbolos pontuais proporcionais (proportional symbols/range graded symbols) e mapas de pontos de contagem (dot maps). Abaixo segue um exemplo de cada:

Mapa de pontos de contagemMapa de pontos de contagem (Dot Map)

Mapa de símbolos pontuais proporcionais

Mapa de símbolos pontuais proporcionais (range graded map)

A especificação SLD nada mais é que um código no estilo xml, com tags, e que pode simbolizar camadas de informação geográfica. A idéia por trás é que possa servir como um padrão para que as simbologias produzidas em diversos aplicativos possam ser igualmente “lidas” pelo programa renderizador da camada, de forma facilmente editável.

Assim, se você quer produzir um destes dois tipos de mapas para, por exemplo, simbolizar suas camadas dentro do seu servidor de mapas (como o geoserver), o primeiro passo é pensar na maneira que melhor se adequa ao seu framework de trabalho.

Dada a nossa pequena pesquisa aqui apresentada, esta primeira parte do post pretende compartilhar nossas impressões sobre as melhores maneiras de trabalhar esta construção . Assim, encontramos algumas maneiras (e devem existir outras mais) de se produzir um arquivo de simbologia no formato sld:

1- Usando um sig desktop livre (recomendamos o GVSIG, mas o UDIG também faz o trabalho nativamente. O QGIS faz por meio de um plugin, construído por um usuário http://spatialserver.net/pyqgis_1.0/contributed/sldexport.zip ). O OpenJump também consegue exportar em sld.
Não encontramos nada usando o grass standalone nem no spring, pra ficar nos programas mais conhecidos.

2- Usando uma aplicação standalone (desktop ou web) como o AtlasStyler.

3- Usando o “todo poderoso” Arcgis, por meio de um plugin.

4 – Usando o próprio geoserver (ele possui um editor bastante básico: e a possibilidade de um css module

Abaixo fizemos um pequeno prós e contras de cada opção, considerando que queremos um sld pronto com um mínimo de esforço:

1- Os programas testados funcionam de uma forma parecida: ótimos para mapas coropléticos e corocromáticos, bons para labels e topônimos. Porém quando a coisa fica complexa (caso dos mapas objeto deste post) simplesmente não há exportação para o formato SLD.

Mesmo o Udig, que é considerado a implementação padrão da especificação SLD, deixa a desejar neste ponto. Além disso, a estrutura do programa, que sempre falha e cria arquivos de extensões bizarras, bem como o mecanismo de renderização, que usualmente falha e deixa você tendo que refazer mapas com 6 classes, fazem com que o GVSIG ganhe o posto, eleito por este humilde blog, como o melhor sig desktop livre, no quesito “possibilidades de simbologia”

2- O atlas styler é lento, tanto na versão desktop quanto na web. Além disso não dá conta de gerar simbologias como as propostas neste post. Em compensação, tem um bom tutorial para labels e funciona ok para mapas coropléticos e corocromáticos.

3- Todos que leem o blog sabem da nossa preferência pelos aplicativos opensource. Mas o arcgis2sld converter usa um software proprietário como base para a conversão de simbologia. E cumpre seu papel com louvor, dado o fato de que ainda usa a especificação SLD antiga e foi feito dentro da academia (o programa é objeto da tese do sr. Albrecht Weiser). Óbvio que tem problemas: de todos, os resultados são os únicos que, de forma pouco previsível, tornam-se diferentes do que você vê na tela do programa. Isso por si só colocaria esta opção como a última dentre as testadas.
Porém o arcmap2sld é o ÚNICO que conseguiu gerar um mapa de símbolos pontuais proporcionais, quase automaticamente. Isso será detalhado no próximo post.

4 – O editor do geoserver é extremamente básico e contempla apenas a escolha de cores básicas. Já o CSS é uma alternativa interessante, mas o usuário precisa começar com alguns códigos, o que foge ao escopo do que é pretendido neste post.

No próximo post, detalharemos o processo de criação dos mapas de símbolos pontuais proporcionais usando o arcmap2sld, demonstrando os códigos resultantes, bem como produzir os mapas de pontos de contagem ‘no braço’.

Abraços e até lá!
André Mendonça

Anúncios

Deixe um comentário

Bing maps revolucionando o mercado de webmapping??

Será que tem tanta inovação assim aí? E no Brasil, será que teremos tantas bases pra tudo isso?

Deixe um comentário

Desenvolvimento de Ferramentas para Mapas na Web

Olá!
Você quer concorrer a um pendrive e ainda ajudar no desenvolvimento de ferramentas para mapas na internet ?

Visite a pesquisa relativa ao mestrado do aluno André Mendonça, que procura voluntários para testar ferramentas em mapas na web.

O preenchimento do questionário e a execução das tarefas dura de 5 a 10 minutinhos e quem faz até o final concorre a um pendrive!

Participe clicando no link abaixo:

http://www.cartografia.ufpr.br/webmap

Divulgue para os seus amigos! A pesquisa finaliza no dia 10/06/2009!

Deixe um comentário

Openstreetmap.org: wiki + animação cartográfica

A animação em cartografia é um assunto ainda em estudos dentro da comunicação cartográfica. Poucos programas exploram as potencialidades de se efetuar animações de mapas estáticos, porém os resultados deste tipo de recurso são usualmente bastante interessantes.

Aqui embaixo temos uma animação mostrando as edições realizadas no projeto OpenStreetMap.org no ano de 2008. Segundo o site oficial o openStreetMap é mais um – talvez o maior – mapa interativo no estilo faça-você-mesmo, vulgo wiki, da internet mundial.

A animação mostra uma espécie de flash branco cada vez que ocorre uma alteração ou atualização.As contribuições variam de levantamentos de campo utilizando GPS a importação de dados advindos de sensores remotos. Ainda segundo o site oficial foram cerca de 20.000 atualizações durante 2008.

A animação foi produzida pelo itoworld.com e a música é ‘Open Electro’ de ‘Vincent Girès’. O site itoworld.com é responsável por diversos projetos relacionados à cartografia aplicada aos transportes. Um exemplo é o interessante Mapnik , que é um renderizador feito em phyton C++.

Voltando ao vídeo, ele demonstra um pouco do potencial que a animação de mapas possui para a visualização cartográfica, especialmente nas aplicações para web, considerando a atual força dos conteúdos multimídia no contexto da web 2.0.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

more about "Openstreetmap.org: wiki + animação ca…", posted with vodpod

Deixe um comentário

Hello world!

Olá!

Eu sou André Mendonça e este é o blog do Laboratório de pesquisa em Cartografia e SIG, da Universidade Federal do Paraná.

Aqui teremos notícias e discussões sobre cartografia e tudo que está relacionado a ela.  A idéia é abordarmos tudo o que acontece nas geotecnologias de forma leve e bem-humorada, e ao mesmo tempo contribuir para a popularização do conhecimento científico em Cartografia e SIG.

Pra começar que tal visitar o http://www.platial.com
e ver como anda fácil associar conteúdo geográfico ao seu website?  A tecnologia wiki (onde você é o autor), a base de dados disponipilizada pelas API´s do google (opa alguém conhece o google maps aí?) e o uso de widgets (pequenos códigos que você insere no seu site, que colocam pequenas aplicações nele) tornam qualquer site passível de ter um mapa personalizado.

Mas será que esses mapas servem pra alguma coisa, além da estética da coisa? digam aí, basta fazer o seu – ou mudar alguma coisa no nosso aí do lado!

Deixe um comentário